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Ararinha Azul... ainda desaparecida! (30/12/2000)

O último exemplar da ararinha azul do planeta em liberdade desapareceu há quatro meses na Bahia sem deixar nenhum traço de seu paradeiro. Segundo Yara de Melo Barros, do comitê de preservação das aves, nesta época do ano os pássaros fazem seus ninhos, tornam-se mais temerosos e, portanto, mais difíceis de serem localizados.
Há um mês, 15 técnicos do Ibama foram enviados à região para encontrar a pequena ararinha azul. "Eles ainda não perderam as esperanças de encontrar o pássaro, com a ajuda dos moradores da região. É importante encontrá-lo porque é o único que nos dá informação sobre a vida selvagem desta espécie", explicou Yara.
Fonte: UOL Bichos

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  1. Ararinha-azul

    Asas azuis sem vôos no céu anil
    cortadas da Terra azul
    extintas das orações da natureza
    apagadas das canções dos pássaros
    consumida pelas chamas dos metais
    pela falta dos poemas canto de amor
    pelo fluxo do capital
    que apagou teu encanto azul
    ave morta silenciada exangue
    separadas dos seus irmãos esverdeados
    suas irmãs avermelhadas e outras azuis
    da floresta da caatinga do mangue
    do seio da terra encarnada azulada
    não respinga mais teu cantar no sol
    no sereno do luar já não espelha
    gritos em revoadas calados
    teu olhar arregalado não centelha
    sem ninho teu futuro ficou órfão
    restou apenas tua cientifica descrição
    agora um desenho animado
    algumas fotografias e esta recordação
    sem poemas do exílio ficaram as palmeiras
    porque você foi embora e não voltou
    o arco-íris ficou triste e perplexo
    sem o azul do teu semblante radiante
    sem o cantar amarelo da tua aurora
    outrora espalhados pelo ar como nuvens
    sobre o rio encantado de peixinhos coloridos
    jacintos azuis nos jardins da natureza
    pedras azuis no seio da terra violeta
    mas a mata ficou sem a ararinha azul
    ausência de cor ficou a mata turquesa
    melancólica a flor selvagem misteriosa
    não quis mais amar frutificar
    enlouquecido o colibri não quis oscular
    amargo ficou o doce mel sem asas e pétalas
    exilado o tucano quase morreu na samauma
    houve diáspora das borboletas revoadas
    e aquela semente nunca mais floresceu
    foi embora o Dodo
    agora a ararinha azul.

    Luiz Alfredo – poeta.

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